Esta semana, mais uma vez, a diferença foi explicitada: Caetano apareceu no programa eleitoral, pedindo votos para Marina Silva (PV): “Preste atenção no que Marina Silva fala na TV e nos jornais. Vamos levar Marina Silva para o segundo turno”, disse, muito sério.Eleitor histórico do PT, Chico não apareceu na televisão, mas em abril, bem antes do início da campanha eleitoral, declarou seu voto em Dilma Rousseff (PT): “Eu confesso, vou votar na Dilma porque é a candidata do Lula e eu gosto do Lula. Mas, a Dilma ou o Serra, não haveria muita diferença”, disse em entrevista à revista “Brazuka”, editada na França.
Filiado ao PV e ex-ministro do governo Lula, Gilberto Gil é outro músico daquela “Noite em 67” cujo voto é conhecido. Em maio, numa pré-convenção do partido, ele declarou apoio a Marina e a diferentes candidatos verdes a governos estaduais. Sua aparição na propaganda eleitoral já foi anunciada, mas ainda não ocorreu.
Uma quarta personagem que participou do festival da Record em 1967, a cantora Rita Lee, veio a público nesta quinta-feira declarar seu voto, ou melhor, seu “não-voto” nestas eleições. No Twitter, Rita falou mal de Dilma, Serra, Marina e, até, de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).
Todos os candidatos a incomodam, escreveu, porque são cercados por diferentes “corjas”. No caso de Dilma, José Dirceu, “o Darth Vader do Sítio do Pica-pau Amarelo”. Serra, por causa de Orestes Quércia, “o conde Drácula de Campinas”. Marina, em função de “sua igreja, o cristianismo pré histórico”. E Plínio, em razão de Stálin, “o ditador do MST”.
Rita Lee reproduziu a crítica de um leitor, que escreveu: “O que mais incomoda em você é a corja de traficante, bandido e ladrão que você sustentava com seu vício”. Mas acrescentou: “por que no te calas?”.
uol/via pavarini
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